Trump pode ser acusado formalmente pela quarta vez; entenda o caso

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Donald Trump poderá ser acusado criminalmente mais uma vez na Justiça dos Estados Unidos –se confirmada, essa será a quarta acusação que ele enfrentará (veja abaixo as outras acusações).

O caso em questão corre no sistema de Justiça do estado da Geórgia. Essa ação foi levada à Justiça pela procuradora Fani Willis. Ela já deu sinais de que vai pedir a acusação criminal formal em um grande júri.

Na eleições presidenciais dos EUA, em novembro de 2020, Joe Biden venceu no estado da Geórgia por uma margem de menos de 12 mil votos.

Trump tentou pressionar autoridades do estado para roubar as eleições por meio do colégio eleitoral.

Como a investigação começou?

No dia 2 de janeiro de 2021, quando Biden preparava-se para assumir a presidência, Donald Trump telefonou para o secretário de Estado da Geórgia, Brad Raffensperger, que, assim como o ex-presidente, é do Partido Republicano.

Trump afirmou que o maior chefe eleitoral do estado poderia ajudar a “encontrar” os votos necessários para colocá-lo à frente do democrata Joe Biden na Geórgia.

Em uma gravação, ouve-se Trump dizer o seguinte: “Eu só quero fazer isso: eu só quero encontrar 11.780 votos, que é um a mais do que temos, porque nós ganhamos o estado”.

Depois da divulgação da gravação, Trump afirma que não fez nada de errado e repetidamente afirmou que a ligação foi “perfeita”.

Trump também ligou para outros funcionários estaduais importantes para tentar reverter sua derrota nas eleições de 2020. Ele falou com as seguintes autoridades:

  • O governador, Brian Kemp,
  • O então presidente da Câmara dos Deputados, David Ralston,
  • O procurador-geral, Chris Carr,
  • O principal investigador do escritório do Secretário de Estado

Aliado de Trump já tinha pressionado

Logo após a votação para presidente, um aliado de Trump, o senador Lindsey Graham, tentou pressionar Raffensperger.

O senador perguntou se o secretário de Estado poderia rejeitar as cédulas de eleitores que votaram remotamente, pelo correio.

Raffensperger disse que interpretou essa pergunta como uma sugestão de rejeitar votos que eram plenamente legais. Graham negou qualquer irregularidade, afirmando que só queria saber sobre o processo de verificação de assinaturas.

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